sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A Intervenção Militar no Rio de Janeiro

Alguém acredita que intervenção militar no Rio de Janeiro vai resolver o problema da violência?

Se der certo, na melhor das hipóteses, os criminosos migrarão para outros estados, assim como aconteceu com a invasão do Morro do Alemão anos atrás. O povo da Bahia bem sabe o que essa invasão representou para o estado. Parte dos criminosos migraram para o nordeste e organizaram facções criminosas em regiões relativamente pacíficas e sem histórico de crime organizado.

Violência se combate com emprego, educação de qualidade, esporte e lazer para os jovens e, combate à desigualdade Social.





Prof°. Wagner Aragão Teles.

Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

A Nova Faceta do Imperialismo Estadunidense

A partir da crise econômica de 2008, e do consequente acirramento do mercado internacional, os EUA iniciaram um novo grande ataque às empresas estrangeiras, através de espionagem, investigação e condenação jurídica.

Desse modo, as empresas estrangeiras são condenadas por crimes também cometidos por empresas americanas; mas que não são investigadas e condenadas, pois a estratégia é minar a economia dos países concorrentes.

Nesse processo, empresas como a Petrobrás, JBS, Wolksvagem, HSBC, Odebrecht e OAS foram espionadas e atacadas, de maneira a favorecer os interesses de empresas americanas adversárias.

Não estou dizendo com isso, que essas empresas não praticavam os crimes dos quais foram acusados. Não é isso! Sabemos como as grandes corporações funcionam. Em sua grande maioria, é um grande antro de corrupção, sonegação de impostos e evasão de divisas.

O que estou querendo dizer, é que as empresas americanas também cometem os mesmos crimes, e nem por isso, estão tendo suas imagens destruídas e sendo obrigadas a pagarem bilhões de dólares em multas à justiça estadunidense e aos acionistas americanos.

Os EUA encontraram uma nova arma imperialista capaz de atacar eficientemente, os interesses nacionais de países concorrentes, violando em grande medida, a soberania dessas nações. O que está em jogo em todo esse processo não é o combate à corrupção; como está sendo divulgado pela grande mídia. O que está em jogo é o ataque à grandes empresas de outros países -principalmente de países emergentes - e a manutenção da corrupção das empresas americanas, e seu domínio internacional.


Mas o pior de tudo isso, é ver gente bestializada, sem perceber os grandes interesses que estão em jogo em todo esse processo.


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A Retórica Anticorrupção como Engodo para Enganar Tolos

A retórica da corrupção implementada pela mídia e por parte do judiciário só serve para desviar nossas atenções dos reais problemas do país. A dívida pública e a sonegação de impostos são os nossos maiores problemas, mas a mídia não notícia isso.

Grandes empresas devem quase 500 bilhões de reais ao INSS e pouco se fala na mídia e quase nada o governo faz para recuperá-los. Cerca de 600 bilhões de reais foram sonegados apenas no ano de 2015, principalmente, por grandes empresários do ramo financeiro, e a grande mídia se cala sobre esse assunto, principalmente, a toda poderosa Rede Globo.

A Lava-jato, por exemplo, arrecadou de 2013 até hoje, cerca de 4 bilhões de reais. Isso é troco de bala relacionado ao esquema de corrupção da dívida pública e da sonegação de impostos dos grandes empresários, do qual a grande mídia faz parte.

Os grandes meios de comunicação no Brasil nos fazem de otários ao  tratar apenas da corrupção dos políticos, em especial, daqueles que têm base social e, não toca no assunto de sua própria corrupção, da corrupção das empresas, dos sonegadores de impostos e do esquema de corrupção da dívida pública.

De todo imposto que pagamos durante o ano, cerca da metade, ou seja, 50%, vai para o bolso dos bancos. Esses que financiam a grande mídia para distrair a nossa atenção. Metade do orçamento do Estado é direcionado para o pagamento à bancos e financistas. Quer dizer que o brasileiro trabalha para alimentar uma elite que vive de juros e sonegação de impostos.

Diante disso, não tenho dúvidas ao afirmar que a grande mídia tem o papel de nos emburrecer. De fazer com que nós fiquemos desconectados da realidade material. Ela precisa criar factóides para desviar a nossa atenção dos reais problemas nacionais. Esse é o papel de uma mídia corporativa num país onde a escravidão ainda não foi superada e a elite é intelectualmente provinciana.


Prof°. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Perigo da Deflação no Brasil

O governo anunciou hoje, que o Brasil vive a menor taxa de inflação desde o início do Plano Real. Acredito que isso não é para se comemorar!

Espero que todos saibam que a inflação baixa, de nada tem a ver com medidas propostas pelo governo Temer. A inflação baixa se deve à desaceleração da economia e sua retração. Ou seja, quer dizer que nós chegamos no fundo do poço!

Diante disso, os preços começam a cair porque as pessoas perderam a capacidade de compra por causa dos altos índices de desemprego. Cerca de 14 milhões de pessoas estão desempregadas. Com isso, a população deixa de comprar com o mesmo ímpeto que consumia num passado próximo. Com a diminuição do consumo, os preços começam a baixar, pois o mercado começa a se degladiar pelos consumidores existentes.

Na verdade, é provável, que a economia brasileira esteja em um processo de deflação - problema econômico pior do que a inflação - pois taxas de inflação baixas como as que foram apresentadas pelo governo, diante de aumentos brutais dos combustíveis e dos transportes, só demonstra que a deflação deve ser uma realidade concreta do país, atualmente.

O grande problema disso tudo, é que isso pode se tornar um ciclo vicioso se a política econômica do governo não for alterada.

O que quero dizer com isso?

Quero dizer que se o desemprego faz diminuir a atividade econômica, e consequentemente, a inflação, é provável que a diminuição da atividade econômica gere ainda mais desempregados, pois o empresariado começa a adequar a sua produção à demanda existe, diante da queda ou estagnação de preço dos seus produtos, demitindo assim, ainda mais trabalhadores.



Prof°. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A Perseguição ao Ex-Presidente Lula é um Golpe


O que estão fazendo com o Lula no justiçiário é a mesma coisa que fizeram com a Dilma no  processo de Impeachment (Golpe).

Não havia e nunca houve crime de responsabilidade cometido pela ex-presidente. No entanto, foi forjado uma processo jurídico que condenou uma Presidente honesta e inocente para colocar no poder gangsters à serviço do mercado financeiro. Com o Lula é a mesma coisa.

Querem impedir o ex-presidente de participar do processo eleitoral por saberem que se ele concorrer, ganhará as eleições, pois a população - principalmente os grupos mais vulneráveis - lembra do otimismo, do desenvolvimento econômico e do combate a pobreza em seu governo.

Para isso acontecer, é necessário portanto, forjar um processo jurídico dando cara de legalidade à perseguição, para com isso, impedir o ex-presidente de participar das eleições.

Para o golpe de 2016 se concluir, é necessário condenar o Lula e torná-lo inelegível. Esse é o desespero dos golpistas; com Lula no páreo, o golpe de 2016 vai por água abaixo.


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O Sequestro do Estado e o Auxílio-Moradia

Parte do judiciário sequestrou o Estado!! E o pior é que tem gente batendo palmas para isso, seja por ingenuidade, ou por ódio político; sem levar em consideração a fragilidade de caráter de uma parcela considerável dos membros desse poder importante da República.

Nesta semana, alguns membros do judiciário, intitulados de "paladinos da moralidade", estão sendo desmascarados diante daqueles que o defendem.

O juiz do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, algoz de Sérgio Cabral, foi exposto em um escândalo inusitado, por receber auxílio moradia junto com a esposa, também membro do judiciário carioca. Ou seja, dois benefícios indênticos e incompatíveis.

Outro membro do judiciário envolvido em escândalo de recebimentos de provimentos indevidos, foi o juiz da Vara de Curitiba, Sérgio Moro. Foi veiculado hoje, na imprensa, que ele recebe auxílio moradia mesmo morando na cidade de Curitiba, onde trabalha, revelando um pouco da fragilidade moral daquele que vazou aúdios ilegais da Presidente Dilma e da Dona Marisa Letícia.

Como pode alguém que se diz paladino da moralidade pública, receber auxílio moradia de  mais de R$4.300,00, num país em que a população vive em situação precária, e que o salário de professor e de policial não chega ao valor do auxílio-moradia indevidamente pago ao judiciário?

Precisamos entender uma coisa: por mais sacana que seja a classe política, ela é chancelada pelo povo. Sem voto, o político não ganha eleição. De uma maneira ou de outra, ele precisa dar satisfação ao povo. A cada quatro anos ele precisa ir bater na porta do eleitor para pedir o voto, e quando chega ao poder, de uma maneira ou de outra, precisa conciliar os interesses do poder econômico com o da população em geral. Juiz não precisa dar satisfação ao povo. Ele decide muitas vezes, conforme o seu interesse de classe e suas convicções.

Quando damos poderes a uma aristocracia que não depende do voto popular, corroboramos com a violação de direitos básicos das populações mais fragilizadas e a ampliação de privilégios de determinados grupos que se sentem acima dos céus.


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

Resultado do Datafolha e o Povo

De acordo com o resultado do DataFolha dessa semana, podemos concluir que o Golpe Político/Jurídico/Empresarial perdeu o apoio popular.

Isso acontece porque o povo não esquece dos anos gloriosos do governo Lula e não concorda com a imoralidade das propostas elitistas desse atual governo.
Desde a queda da Presidente Dilma, o povo tem convivido com Reforma Trabalhista, Terceirização do Trabalho, Cortes no Bolsa-Família, Aumento do Gás e da Gasolina e com a proposta de Reforma da Previdência.

Diante disso, está aberto o confronto!

De um lado, as classes populares, ou seja o povo; que sente na pele as medidas impopulares desse atual governo. Do outro lado, setores médios e a elite econômica - apoiados por um judiciário Golpista, que chancelou o Golpe de 2016 - que têm se beneficiado em partes, com o aumento das ações na Bolsa de Valores.

Nesse conflito, o povo precisa fazer pressão, pois os setores Golpistas estão "estuprando" a Constituição e as leis para manter o ataque às classes populares.


Profº. Wagner Aragão Teles dos Santos.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.