sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A Retórica Anticorrupção como Engodo para Enganar Tolos

A retórica da corrupção implementada pela mídia e por parte do judiciário só serve para desviar nossas atenções dos reais problemas do país. A dívida pública e a sonegação de impostos são os nossos maiores problemas, mas a mídia não notícia isso.

Grandes empresas devem quase 500 bilhões de reais ao INSS e pouco se fala na mídia e quase nada o governo faz para recuperá-los. Cerca de 600 bilhões de reais foram sonegados apenas no ano de 2015, principalmente, por grandes empresários do ramo financeiro, e a grande mídia se cala sobre esse assunto, principalmente, a toda poderosa Rede Globo.

A Lava-jato, por exemplo, arrecadou de 2013 até hoje, cerca de 4 bilhões de reais. Isso é troco de bala relacionado ao esquema de corrupção da dívida pública e da sonegação de impostos dos grandes empresários, do qual a grande mídia faz parte.

Os grandes meios de comunicação no Brasil nos fazem de otários ao  tratar apenas da corrupção dos políticos, em especial, daqueles que têm base social e, não toca no assunto de sua própria corrupção, da corrupção das empresas, dos sonegadores de impostos e do esquema de corrupção da dívida pública.

De todo imposto que pagamos durante o ano, cerca da metade, ou seja, 50%, vai para o bolso dos bancos. Esses que financiam a grande mídia para distrair a nossa atenção. Metade do orçamento do Estado é direcionado para o pagamento à bancos e financistas. Quer dizer que o brasileiro trabalha para alimentar uma elite que vive de juros e sonegação de impostos.

Diante disso, não tenho dúvidas ao afirmar que a grande mídia tem o papel de nos emburrecer. De fazer com que nós fiquemos desconectados da realidade material. Ela precisa criar factóides para desviar a nossa atenção dos reais problemas nacionais. Esse é o papel de uma mídia corporativa num país onde a escravidão ainda não foi superada e a elite é intelectualmente provinciana.


Prof°. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Perigo da Deflação no Brasil

O governo anunciou hoje, que o Brasil vive a menor taxa de inflação desde o início do Plano Real. Acredito que isso não é para se comemorar!

Espero que todos saibam que a inflação baixa, de nada tem a ver com medidas propostas pelo governo Temer. A inflação baixa se deve à desaceleração da economia e sua retração. Ou seja, quer dizer que nós chegamos no fundo do poço!

Diante disso, os preços começam a cair porque as pessoas perderam a capacidade de compra por causa dos altos índices de desemprego. Cerca de 14 milhões de pessoas estão desempregadas. Com isso, a população deixa de comprar com o mesmo ímpeto que consumia num passado próximo. Com a diminuição do consumo, os preços começam a baixar, pois o mercado começa a se degladiar pelos consumidores existentes.

Na verdade, é provável, que a economia brasileira esteja em um processo de deflação - problema econômico pior do que a inflação - pois taxas de inflação baixas como as que foram apresentadas pelo governo, diante de aumentos brutais dos combustíveis e dos transportes, só demonstra que a deflação deve ser uma realidade concreta do país, atualmente.

O grande problema disso tudo, é que isso pode se tornar um ciclo vicioso se a política econômica do governo não for alterada.

O que quero dizer com isso?

Quero dizer que se o desemprego faz diminuir a atividade econômica, e consequentemente, a inflação, é provável que a diminuição da atividade econômica gere ainda mais desempregados, pois o empresariado começa a adequar a sua produção à demanda existe, diante da queda ou estagnação de preço dos seus produtos, demitindo assim, ainda mais trabalhadores.



Prof°. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A Perseguição ao Ex-Presidente Lula é um Golpe


O que estão fazendo com o Lula no justiçiário é a mesma coisa que fizeram com a Dilma no  processo de Impeachment (Golpe).

Não havia e nunca houve crime de responsabilidade cometido pela ex-presidente. No entanto, foi forjado uma processo jurídico que condenou uma Presidente honesta e inocente para colocar no poder gangsters à serviço do mercado financeiro. Com o Lula é a mesma coisa.

Querem impedir o ex-presidente de participar do processo eleitoral por saberem que se ele concorrer, ganhará as eleições, pois a população - principalmente os grupos mais vulneráveis - lembra do otimismo, do desenvolvimento econômico e do combate a pobreza em seu governo.

Para isso acontecer, é necessário portanto, forjar um processo jurídico dando cara de legalidade à perseguição, para com isso, impedir o ex-presidente de participar das eleições.

Para o golpe de 2016 se concluir, é necessário condenar o Lula e torná-lo inelegível. Esse é o desespero dos golpistas; com Lula no páreo, o golpe de 2016 vai por água abaixo.


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O Sequestro do Estado e o Auxílio-Moradia

Parte do judiciário sequestrou o Estado!! E o pior é que tem gente batendo palmas para isso, seja por ingenuidade, ou por ódio político; sem levar em consideração a fragilidade de caráter de uma parcela considerável dos membros desse poder importante da República.

Nesta semana, alguns membros do judiciário, intitulados de "paladinos da moralidade", estão sendo desmascarados diante daqueles que o defendem.

O juiz do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, algoz de Sérgio Cabral, foi exposto em um escândalo inusitado, por receber auxílio moradia junto com a esposa, também membro do judiciário carioca. Ou seja, dois benefícios indênticos e incompatíveis.

Outro membro do judiciário envolvido em escândalo de recebimentos de provimentos indevidos, foi o juiz da Vara de Curitiba, Sérgio Moro. Foi veiculado hoje, na imprensa, que ele recebe auxílio moradia mesmo morando na cidade de Curitiba, onde trabalha, revelando um pouco da fragilidade moral daquele que vazou aúdios ilegais da Presidente Dilma e da Dona Marisa Letícia.

Como pode alguém que se diz paladino da moralidade pública, receber auxílio moradia de  mais de R$4.300,00, num país em que a população vive em situação precária, e que o salário de professor e de policial não chega ao valor do auxílio-moradia indevidamente pago ao judiciário?

Precisamos entender uma coisa: por mais sacana que seja a classe política, ela é chancelada pelo povo. Sem voto, o político não ganha eleição. De uma maneira ou de outra, ele precisa dar satisfação ao povo. A cada quatro anos ele precisa ir bater na porta do eleitor para pedir o voto, e quando chega ao poder, de uma maneira ou de outra, precisa conciliar os interesses do poder econômico com o da população em geral. Juiz não precisa dar satisfação ao povo. Ele decide muitas vezes, conforme o seu interesse de classe e suas convicções.

Quando damos poderes a uma aristocracia que não depende do voto popular, corroboramos com a violação de direitos básicos das populações mais fragilizadas e a ampliação de privilégios de determinados grupos que se sentem acima dos céus.


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

Resultado do Datafolha e o Povo

De acordo com o resultado do DataFolha dessa semana, podemos concluir que o Golpe Político/Jurídico/Empresarial perdeu o apoio popular.

Isso acontece porque o povo não esquece dos anos gloriosos do governo Lula e não concorda com a imoralidade das propostas elitistas desse atual governo.
Desde a queda da Presidente Dilma, o povo tem convivido com Reforma Trabalhista, Terceirização do Trabalho, Cortes no Bolsa-Família, Aumento do Gás e da Gasolina e com a proposta de Reforma da Previdência.

Diante disso, está aberto o confronto!

De um lado, as classes populares, ou seja o povo; que sente na pele as medidas impopulares desse atual governo. Do outro lado, setores médios e a elite econômica - apoiados por um judiciário Golpista, que chancelou o Golpe de 2016 - que têm se beneficiado em partes, com o aumento das ações na Bolsa de Valores.

Nesse conflito, o povo precisa fazer pressão, pois os setores Golpistas estão "estuprando" a Constituição e as leis para manter o ataque às classes populares.


Profº. Wagner Aragão Teles dos Santos.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

A Retórica Anticorrupção, os Grandes Sonegadores de Impostos e a Mídia

A retórica anticorrupção encabeçada pela mídia e pelo poder judiciário é uma cortina de fumaça que serve para iludir os incautos e escamotear os verdadeiros problemas nacionais.

Só em 2015, a sonegação de impostos retirou dos cofres públicos cerca de 500 bilhões de reais. Esses valores se pagos anualmente, como deveria ser, daria para resolver o problema da Previdência ou da dívida pública muito rapidamente. 

Estamos tratando só da sonegação!!

E quem são os grandes sonegadores do Brasil? São os mega-empresários e os agentes do setor financeiro, que estão atualmente, arrebatando inúmeras isenções de impostos às custas do sacrifício da população brasileira.

Vejam bem, além da sonegação praticada através de evasão de capitais, esses grupos empresariais/financeiros são premiados com isenções de impostos que deveriam ter sido pagos no passado.

Isso é crime! Isso arromba os cofres públicos!

Mas por que a grande mídia não dá atenção ao assunto da sonegação?
Por que ela está entre os grandes sonegadores do país e tem como acionistas outros grandes sonegadores!

Para a grande mídia, é necessário a narrativa da corrupção para escamotear os reais problemas da sonegação de impostos e das desigualdades sociais no país.


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

A Tese da Luta de Classes e o Imposto de Renda Progressivo

A Luta de Classes é uma das tese mais importante de todos os tempos!!!!

O Senado está por votar um imposto de Renda progressivo que desonera os mais pobres e aumenta o IR para os mais ricos. Com essa nova proposta, quem ganha mais de R$49.500,00 pagará 40% de imposto de renda. Vale lembrar que na Alemanha esse imposto chega a 60% para os milionários. Na França e na Inglaterra ultrapassa os 45%.

Com essa medida, ao desonerar os mais pobres, ajudará a estimular a economia básica, girando a economia em setores essenciais. Segundo estudos técnicos do Senado, essas novas alíquotas de imposto de renda aumentaria a arrecadação do Estado em 200 bilhões de reais. Ou seja, se apenas essa mudança fosse feita, não precisaríamos estar espoliando os mais pobres para melhorarmos as contas públicas, como esse governo faz.

No entanto, esse tipo de proposta tem resistência no Congresso, porque este espaço que deveria representar os interesses do povo, foi sequestrado pelo poder econômico há tempos. Ou seja, o Estado foi sequestrado por grupos poderosos, e a luta de classe está mais do que explícita no campo político.

Sempre esteve!!


Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

O Ódio ao Lula é Patológico!

O ódio ao Lula e ao PT é patológico! Nem Freud explica.

Tenho divergências políticas e ideológicas com Serra, FHC, Alckmin, Sarney, ACM Neto e Aécio Neves, por exemplo, mas nem por isso sinto ódio deles. Quero ganhar deles no debate político e ideológico, como preza a boa e velha democracia. Não desejo a destruição do meu inimigo. Quero superá-los no enfrentamento das ideias, fruto de quem valoriza a pluralidade de pensamentos, mesmo que discorde de alguns. 

Não me regojizarei se um dia Aécio for preso. Não senti prazer na prisão de Cunha e de Cabral, por exemplo. Esse tipo de prazer, é típico de sociopatas; pessoas com graves problemas psicológicos, pois sentem prazer com o sofrimento do outro. Dessa sociopatia eu estou livre, graças a Deus (mesmo que o adversário condenado mereça a condenação, sentir prazer com o sofrimento do outro diz muito sobre você).

Quando vejo comentários destilando ódio ao Lula, tenho a plena convicção de que o Brasil precisa mais de psicólogos do que de economistas. E para deixar claro, não estou discutindo nesse momento, o mérito da condenação. Estou tratando de falta de empatia e patologia; problemas típicos dos sociopatas.




Profº Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

Não Foi o Lula Que Foi Condenado!

Não foi o Lula que foi condenado! O que foi condenado pelo TRF-4 em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro, é o que Lula representa.

O Lula representa um país com mais esperança. Representa o direito do pobre acessar universidades. Representa a carteira assinada da empregada doméstica. Representa políticas de combate à discriminação racial e de gênero. Representa o retirante nordestino que sofre preconceito no sul do país. Representa o direito ao pobre de ter acesso a uma casa própria. Representa distribuição de renda e ascensão social das classes populares. Representa o direito do pobre andar de avião ou poder disputar o trânsito com o seu próprio carro. Representa a erradicação da fome e o direito a uma vida digna para aqueles que historicamente, foram marginalizados por nossa sociedade. Representa um país independente do FMI e orgulhoso de representar o povo brasileiro. Representa um povo sofrido que em seu governo teve orgulho de ser brasileiro.

Para os donos do poder e seu viralatismo, isso tudo é inadmissível! Como o sociólogo Jessé Souza bem diz, eles veem o pobre como "não gente", como serviçal.. Típico de uma sociedade escravocrata, ou uma sociedade que deixou de ser escravocrata apenas no papel.
As elites brasileiras pensam como senhor de engenho. E como no passado, fazem qualquer coisa para que seus privilégios econômicos sejam mantidos. Até mesmo, cassar os direitos políticos de um ex- presidente, para que não ganhe as eleições e continue suas pautas progressistas.



Profº. Wagner Aragão Teles.
Especialista em História Econômica e Social do Brasil.

sábado, 4 de julho de 2015

À Esquerda!

Penso que os verdadeiros homens e mulheres de esquerda, no século XXI, devem ter como causa primordial, a luta contra o machismo, o racismo, a homofobia e a desigualdade social.

Acredito que dentre todos esses problemas, a desigualdade social talvez seja a mais importante a ser combatida, pois com a sua diminuição, penso que resolveremos uma parcela considerável dos problemas relativos à questões de gênero e étnicos/raciais.
Não dá para ser de esquerda sem levantar essas bandeiras!

Prof. Wagner Aragão Teles.

A Diminuição da Maioridade Penal

Segundo os dados governamentais e de instituições não governamentais, os crimes praticados por menores no Brasil, correspondem a 1%. Segundo essas instituições, as casas de menor ressocializa 75% dos jovens, contra 25% dos presídios. Colocar os jovens nos presídios não estará trazendo um problema maior para a nossa sociedade? 

Devemos nos lembrar que o crime organizado surgiu a partir do momento em que os presos políticos foram colocados nas mesmas prisões dos presos comuns. Os presos comuns aprenderam toda a logística organizacional e intelectual dos presos políticos, criando assim, o crime organizado.

É evidente que os jovens que cometem crimes graves devem ter suas penas aumentadas, no entanto, acredito que não colocando em presídios que iremos resolver o problema, mas iremos trazer outros problemas.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fez uma proposta muito boa, mas as mentes atrofiadas da Câmara Federal não analisou. A proposta dele aumentava a punição para crimes graves, de 3 para 10 anos. Diferentemente de hoje, quando o jovem fizesse 18 anos ele contiuaria apreendido, cumprindo sua pena e os adultos que participassem de crimes com menores, teriam suas penas drasticamente aumentadas.Porém, para os retardados da Câmara Federal, foi mais fácil dar uma canetada, diminuindo a maioridade!

Atualmente, as famílias estão desestruturadas, diferentemente do passado. Por isso, o Estado precisa criar estruturas que não permita que jovens e adolescente entrem no mundo da criminalidade. Jogar adolescentes em presídios irá trazer problema semelhante ao que aconteceu no passado, a partir do momento em que criminalizaram as drogas e prenderam políticos e intelectuais junto com criminosos comuns. Criamos o crime organizado e o tráfico de drogas.

Ninguém está defendendo o jovem infrator - mesmo acreditando que existe uma estrutura perversa, que lançam esses adolescentes na criminalidade - e sim, dizendo que colocar esses adolescentes em presídios, acarretará em problemas maiores para a nossa sociedade. Precisamos oferecer acolhimento, educação e uma sociedade mais justa, para impedir que jovens se encaminhem no mundo do crime.

 Diante disso, o que queremos criar agora?

Prof. Wagner Aragão Teles.

Castigo de Deus ou Ironia da Vida

Castigo de Deus ou Ironia da Vida... Essa crise surge num momento crítico da sociedade Ocidental. Num momento em que a ignorância ...